Imagem do link não aparece no WhatsApp: o que checar

Prévia sem imagem no WhatsApp quase nunca é peso do arquivo. Veja os limites oficiais, o teste que reproduz o robô e os defeitos que medimos em 16 sites.

Tela de conversa com dois cards de link: um com miniatura preenchida, outro com o espaço da imagem vazio
Conteúdo
  1. Por que o WhatsApp mostra o link sem a imagem?
  2. Onde eu troco essa imagem sem mexer no código?
  3. Que medidas a imagem precisa ter?
  4. Testei 16 páginas brasileiras: o que quebrou de verdade?
  5. Por que a prévia antiga continua aparecendo?
  6. E quando o servidor bloqueia o robô do WhatsApp?

Quando a prévia sai sem imagem no WhatsApp, o motivo costuma ser um destes quatro: a página não declara a tag og:image, o arquivo apontado por ela não abre para quem vem de fora, a imagem tem menos de 300 px de largura, ou o servidor recusa o robô que busca a prévia. Peso de arquivo raramente é o culpado.

Todo mundo já passou por isso: você manda o link da loja no grupo do trampo e o WhatsApp devolve uma linha azul seca, sem miniatura, sem título, com cara de spam. Do outro lado, o link do concorrente aparece com um card bonito ocupando meia tela. A diferença entre os dois está em quatro linhas de HTML e num arquivo de imagem que quase ninguém confere.

O aplicativo não adivinha nada. Ele faz uma requisição comum na página, lê as tags Open Graph do HTML e monta o card com o que encontrou. Se a tag og:image não existe, se ela aponta para um endereço que responde erro ou se o arquivo está fora das medidas aceitas, o card sai pelado.

Vale entender o mecanismo porque ele explica quase todo o resto. O protocolo Open Graph define og:image como “an image URL which should represent your object within the graph”, junto de og:title, og:type e og:url como propriedades básicas, e ainda prevê og:image:width, og:image:height e og:image:type para você declarar as dimensões em vez de deixar o robô descobrir. Essas tags moram no <head> da página e nada mais. Não têm relação com a foto que aparece no site, com o logo do cabeçalho ou com a primeira imagem do texto.

A parte que ninguém conta: o WhatsApp documenta o próprio robô. A página de link previews descreve uma requisição HTTP GET com o cabeçalho User-Agent no formato WhatsApp/2.x.x.x A|I|N, mais um Accept-Language com o idioma de quem recebeu a mensagem. Dá pra reproduzir isso no terminal e ver exatamente o que o robô vê, sem depurador nenhum: curl -sSL -A "WhatsApp/2.24.16.10 A" https://seusite.com.br/ | grep og:image.

Onde eu troco essa imagem sem mexer no código?

Na maioria dos casos, no painel que você já usa, sem tocar em HTML. Numa loja Nuvemshop o caminho documentado é curto:

  1. Vá em Loja online > Layout.
  2. Abra a edição do logotipo.
  3. Ative “Usar outra imagem ao compartilhar o link da loja” e suba o arquivo.

A ajuda da plataforma é específica sobre o tamanho: a imagem “deve ter 600 x 600 px” e, se for menor, não aparece na prévia. No WordPress, o mesmo campo mora na aba de redes sociais do plugin de SEO.

O limite desse caminho é a cegueira numérica: o campo aceita o arquivo que você mandar e não avisa se ele ficou abaixo dos 300 px de largura, se é um SVG ou se o endereço vai responder erro para quem está fora do site. Você sobe no escuro e descobre no grupo.

Antes de mandar o link pra alguém, teste em você mesmo. O WhatsApp tem a conversa “Mensagem para mim” (a lista de contatos abre com o seu próprio nome no topo) e a prévia que aparece ali é a mesma que os outros vão ver. Esse teste custa uma mensagem e economiza a vergonha do link pelado no grupo de clientes, o mesmo cuidado que vale ao mandar foto no WhatsApp sem deixar o aplicativo destruir a nitidez.

Quando o arquivo que você tem não bate a medida, aí sim entra ferramenta. Pra chegar nos 1200 x 630 px sem esticar nada, dá pra redimensionar imagem direto no navegador e baixar o arquivo pronto pro campo de imagem social.

Que medidas a imagem precisa ter?

Duas fontes oficiais, dois conjuntos de números. O WhatsApp cobra o mínimo funcional: arquivo abaixo de 600 KB, largura de 300 px ou mais, proporção de no máximo 4:1. O guia de imagens do Meta cobra o ideal estético: 1200 x 630 px para telas de alta resolução, nunca menos que 200 x 200 px, teto absoluto de 8 MB por arquivo e proporção o mais perto possível de 1.91:1.

O queValorOrigem
Peso da og:imageabaixo de 600 KBdocumentação de link previews
Largura mínima300 pxdocumentação de link previews
Proporção máxima4:1documentação de link previews
Tamanho recomendado1200 x 630 pxguia de imagens do Meta
Piso para card grande600 x 315 pxguia de imagens do Meta
Teto do arquivo8 MBguia de imagens do Meta

Minha posição: mire 1200 x 630 px e esqueça os mínimos. O card grande é o que faz o link parar o dedo de quem rola a conversa, e o dobro de resolução custa pouco: reamostrei o mesmo arquivo nos dois tamanhos em JPEG qualidade 80 e deu 15,1 KB no 600 x 315 contra 38,5 KB no 1200 x 630. O custo é ter que preparar a arte no formato deitado, que é onde a maioria erra ao preencher 16:9 sem esticar o produto ou o rosto.

Duas coisas ajudam no acabamento. A primeira é deixar respiro nas bordas (que é o que salva o logo no aparelho pequeno): a arte que encosta no limite não tem folga nenhuma quando a miniatura aparece menor do que você desenhou. A segunda é fechar a arte na proporção exata antes de subir, e não confiar no corte automático da plataforma; dá pra usar o recorte do RoundCut digitando 1200 por 630 no campo, do mesmo jeito que vale redimensionar sem borrar quando o original é menor que o alvo.

Testei 16 páginas brasileiras: o que quebrou de verdade?

Em 7 de agosto de 2026 baixei as páginas iniciais de 16 sites brasileiros de grande audiência usando o mesmo formato de User-Agent que a documentação declara, extraí a tag og:image de cada HTML e medi o arquivo com o ImageMagick. Sete entregaram og:image, sete responderam HTTP 403 para o robô do WhatsApp e dois vieram sem a tag no HTML.

Medição em 16 sites brasileiros: 7 com og:image, 7 bloqueados, 2 sem a tag

O número que derruba o conselho mais repetido da internet: o maior arquivo da amostra tinha 27,6 KB, o logo do gov.br. Nenhuma das sete imagens chegou a 5% do teto de 600 KB. Se o seu link não mostra imagem, comprimir mais não vai resolver, embora ainda valha derrubar o peso da foto quando o original sai direto da câmera do celular e chega em megabytes.

Os defeitos reais apareceram em outro lugar. O Mercado Livre serve uma og:image de 200 x 200 px, abaixo da largura mínima de 300 px que a própria documentação do WhatsApp pede. Os Correios apontam para um SVG de 445 x 91 px, uma proporção de quase 4,9:1 que estoura o teto de 4:1. E a og:image do UOL respondeu 403 com content-type text/html para o robô: a tag existe, o arquivo não chega. Do lado que acertou, g1 e Nubank usam exatamente 1200 x 630 px, com 11,8 KB e 8,6 KB.

Por que a prévia antiga continua aparecendo?

Porque a imagem fica em cache pelo endereço dela. A documentação do Meta é literal nesse ponto: para atualizar uma imagem já publicada, use uma URL nova, porque “images are cached based on the URL and won’t be updated unless the URL changes”. Substituir o arquivo mantendo o mesmo caminho é o erro clássico.

Na prática, isso significa versionar o arquivo. capa-promo.jpg vira capa-promo-v2.jpg (que é deselegante, mas é o único jeito de furar o cache), e a tag og:image passa a apontar pro novo endereço. Já que você vai renomear mesmo, aproveite e use um nome de arquivo descritivo em vez de img-final-2.jpg, porque esse mesmo arquivo aparece na Busca de Imagens.

Tem ainda um detalhe que explica o “só funcionou na segunda vez”: o guia do Meta diz que o robô precisa ver a imagem pelo menos uma vez antes de conseguir renderizá-la. Declarar og:image:width e og:image:height no HTML ajuda o card a sair completo já no primeiro compartilhamento.

E quando o servidor bloqueia o robô do WhatsApp?

Aí não existe ajuste de imagem que salve, porque a página nunca é lida. Foi o caso de 7 dos 16 sites que testei. Devolveram 403 direto: Magazine Luiza, Casas Bahia, OLX, Centauro, Netshoes, Ponto, Riachuelo. A leitura mais provável é proteção de bot mal calibrada, com a regra do firewall de aplicação barrando qualquer User-Agent que ela não reconhece.

Se o site é seu, a saída é liberar o User-Agent do WhatsApp na regra do firewall ou no painel do CDN. Se o site não é seu, e você está compartilhando o link de um marketplace, aceite: mande a foto do produto como imagem separada e o link em seguida. Feio, mas funciona, e é o que dá pra fazer quando a decisão está no servidor de outra empresa.

Para quem prepara essas imagens em lote e não quer subir arquivo de cliente pra servidor nenhum, vale conferir quais ferramentas fazem processamento local de verdade, sem enviar nada, e depois comprimir imagem só o suficiente pra ficar folgado abaixo dos 600 KB.

A ordem que rende mais: rode o curl com o User-Agent do WhatsApp e veja se a tag volta. Se voltar, abra a URL da imagem numa aba anônima. Se abrir, o suspeito seguinte é a largura em pixels. Peso fica por último, e provavelmente vai continuar inocente.